Património Vitícola

Inserida na região vitivinícola do Tejo, a sub-região Cartaxo é composta pela totalidade dos concelhos do Cartaxo e Azambuja, sendo a área social da Adega mais abrangente, estendendo-se às freguesias limítrofes dos concelhos de Rio Maior e Santarém.

A Adega Cooperativa do Cartaxo, possui 216 associados com uma área de vinha de 616 hectares dos quais 244 são DOC e 370 IGP.

Castas

A Adega Cooperativa do Cartaxo tem vindo nos últimos anos, a incentivar os seus associados a alterar o seu património vitícola, através da realização de novas plantações e replantações no sentido de proceder à introdução de novas castas com um potencial enológico superior.

Nas castas tintas predominam as variedades Touriga Nacional, Tinta Roriz, Castelão, Trincadeira, Syrah e Alicante Bouschet e ainda outras como são o caso de Merlot e Cabernet Sauvignon.

Nas variedades brancas predominam as variedades Fernão Pires, Tália e Boal de Alicante e com introdução mais recentes de outras como Alvarinho, Verdelho, Arinto, Moscatel Graúdo, Sauvignon Blanc e Viosinho.

Terroirs

A área social da Adega estende-se pela totalidade dos concelhos do Cartaxo e Azambuja e ainda às freguesias limítrofes dos concelhos de Rio Maior e Santarém.

A Sub-região divide-se em duas zonas, o Bairro e o Campo, podendo a do Bairro ser dividida em duas subzonas, uma mais precoce e outra mais tardia devido às suas diferentes características.

Na primeira, é onde podemos encontrar mais diversidade de solos e diferentes condições climáticas, nomeadamente solos de origem arenosa, predominantemente calcários, argilosos, argilo-calcários e pardos vermelhos, sendo solos menos férteis e onde predominam as castas tintas.

Também ao nível do relevo, podemos encontrar na zona do Bairro terrenos de pouca inclinação com boa exposição solar e portanto mais precoce no que diz respeito à maturação das castas.

A outra subzona do Bairro é caracterizada por encostas por vezes com inclinação bastante acentuada e vales pouco profundos, onde por vezes é mais tardia na maturação das castas, no entanto origina igualmente vinhos extremamente frutados, intensos, de boa intensidade corante e graduação alcoólica elevada.

Na zona do Campo, também conhecida como lezíria, predominam as castas brancas e algumas tintas também utilizadas na produção de rosés.

Os solos são do tipo aluviosolos, férteis e portanto mais produtivos, originando vinhos frutados e frescos.

Viticultura

A Adega do Cartaxo desenvolveu ao longo dos últimos anos uma política de incentivo à produção, certificação e valorização de castas de valor enológico superior, através de um rigoroso sistema de classificação de uvas e de classificação de parcelas, no qual são atribuídas pontuações com ponderação de determinados factores relacionados com o solo, clima e factores culturais, que permite alocar cada parcela à produção de determinado tipo de vinho.

A Adega do Cartaxo possui um sistema de rastreamento de todas as parcelas de vinha dos associados denominado SIG (Sistema de Informação Geográfico) que permite ter actualizado e conhecer ao pormenor o ficheiro vitícola dos associados.

Vinificação

A Adega do Cartaxo tem vindo nos últimos anos a melhorar as instalações com a introdução de novas tecnologia e equipamentos de vinificação, nomeadamente para a produção de vinhos premium.

Possui uma capacidade de vinificação ao longo da vindima de 7.500.000 quilos de uva tinta de 2.500.000 de quilos de uvas brancas.